O golpe do "falso pai de santo" ou estelionato espiritual envolve pessoas que se passam por sacerdotes de religiões de matriz afro-brasileira (como Candomblé e Umbanda) para extorquir dinheiro das vítimas sob falsas promessas de trabalhos espirituais.
Como funciona o golpe
- Cobranças abusivas: Começa com uma consulta barata e evolui para pedidos constantes de dinheiro para "comprar materiais", "limpezas espirituais" ou "afastar rivais".
- Ameaças e chantagem: Os golpistas intimidam a vítima, dizendo que ela sofrerá maldições ou castigos de entidades caso pare de pagar.
- Falsas promessas: Prometem soluções milagrosas para problemas amorosos, financeiros ou de saúde.
- Redes sociais falsas: Utilizam perfis com muitos seguidores, depoimentos falsos e imagens luxuosas de rituais para passar credibilidade.
Sinais de alerta para identificar falsos religiosos
- Exigência de altos valores: Terreiros sérios e sacerdotes legítimos podem cobrar taxas simbólicas ou o custo de materiais para rituais específicos, mas nunca realizam leilões de dinheiro, extorsão ou cobranças abusivas recorrentes sob ameaça.
- Ameaça e medo: O verdadeiro papel do sacerdote é acolher e orientar espiritualmente, e não amedrontar o consulente.
- Isolamento da vítima: O golpista costuma orientar a pessoa a não contar para familiares ou amigos sobre os pagamentos.
O que fazer caso seja vítima
- Interrompa os pagamentos: Não envie mais nenhuma quantia em dinheiro, PIX ou transferência.
- Guarde as provas: Salve conversas de WhatsApp, comprovantes de PIX, áudios e histórico de chamadas.
- Registre um Boletim de Ocorrência: O estelionato e a extorsão são crimes. Você pode fazer a denúncia em qualquer delegacia de polícia ou pela Delegacia Eletrônica do seu estado.
